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AGROPET®
AGROPET® para tomate em estufa no Oeste de Portugal
Oeste (Torres Vedras/Bombarral)Tomate em estufa

AGROPET® para tomate em estufa no Oeste de Portugal

2026-07-20 · 1 min de leitura

No Oeste de Portugal — de Torres Vedras ao Bombarral e à Lourinhã — a cultura de tomate em estufa assenta em ciclos longos que se prolongam até abril. Durante todos esses meses, cada planta fica suspensa das linhas portantes que a sustentam, e o material dessas linhas decide se a campanha corre sem sobressaltos. O cabo de poliéster AGROPET® é a alternativa ao arame de aço galvanizado pensada precisamente para as condições desta faixa atlântica.

Porque é que o arame de aço se degrada nas estufas do Oeste

O Oeste é uma zona atlântica húmida e ventosa. A proximidade do mar traz maresia carregada de sal, e a humidade relativa — já alta no exterior — dispara dentro da estufa fechada: de dia, a rega e a evaporação saturam o ar; de noite, a temperatura baixa e a água condensa sobre toda a estrutura metálica. Este ciclo diário de condensação, repetido ao longo de meses, é o principal motor da corrosão do arame.

A este ambiente somam-se os tratamentos fitossanitários habituais no tomate, muitos deles à base de enxofre e cobre, particularmente agressivos para o zinco do arame galvanizado. O resultado é conhecido de qualquer produtor: o revestimento consome-se, o aço ganha ferrugem, perde secção e enfraquece. Quando parte, fá-lo quase sempre a meio do ciclo, com a planta já carregada de fruto, obrigando a interromper trabalhos para substituir a linha. E as manchas de ferrugem chegam por vezes ao fruto e às mãos de quem colhe. A cada campanha, o arame galvanizado tende a exigir mais atenção e substituições, num ambiente que raramente lhe dá tréguas.

Um cabo de poliéster que não enferruja nem pesa

O AGROPET® é um monofilamento de poliéster PET de alta tenacidade que substitui o arame de aço sem herdar os seus pontos fracos. Não enferruja: é quimicamente estável perante o sal, a condensação e os produtos fitossanitários, pelo que mantém o aspeto e a resistência do primeiro ao último dia da campanha, sem manchar a cultura. E, com uma densidade de apenas 1,36 g/cm³, pesa cerca de cinco vezes menos do que o aço, o que alivia o transporte dos rolos e a montagem das linhas em altura, dentro de estufas frequentemente compridas.

  • Não enferruja perante a maresia, a condensação e os tratamentos com enxofre ou cobre.
  • Dielétrico: não conduz eletricidade, uma vantagem de segurança junto a cablagens de rega, ventilação ou aquecimento.
  • Cerca de cinco vezes mais leve do que o aço (densidade de 1,36 g/cm³), mais fácil de manusear e de instalar.
  • Resistente aos raios UV e estável entre −40 °C e +90 °C, com ponto de fusão a 250 °C.
  • Alongamento na rotura de cerca de 16%, que ajuda a absorver as rajadas de vento e o peso crescente da planta em vez de partir de forma súbita.
  • Reciclável no fim da sua vida útil, por ser um material monocomponente.
  • Disponível em branco e cristal e atado à mão, sem soldas nem ferramentas especiais.

Calibres e carga de rotura para a tutoragem do tomate em estufa

Um tomate indeterminado de ciclo longo acumula muito peso por linha à medida que cresce e frutifica, sobretudo quando se conduz a duas hastes. Para dimensionar cada linha portante conforme o vão e a carga previstos, o AGROPET® está disponível em vários calibres, cada um com a sua carga de rotura medida:

  • Ø 2,6 mm — 300 kgf
  • Ø 3 mm — 365 kgf
  • Ø 4 mm — 405 kgf
  • Ø 5 mm — 616 kgf

Estes valores correspondem à carga de rotura do monofilamento e devem ser conjugados com o número de plantas por linha e a distância entre apoios da estufa. Pode consultar todos os calibres e as propriedades técnicas na página do produto AGROPET®, e escolher o mais adequado ao seu sistema de condução.

Montagem e esticamento das linhas portantes

O material trabalha esticado a cerca de 1% do seu comprimento — a tensão que mantém as linhas direitas ao longo de toda a fila sem forçar a estrutura da estufa. Esse ponto de tensão obtém-se com esticadores ou com tensores Gripple®, e é simples de reajustar durante a campanha caso a linha ceda com o peso acumulado ou depois de um episódio de vento forte, frequente nesta zona. Como se ata à mão e não exige soldas nem proteção anticorrosão, o AGROPET® simplifica tanto a instalação inicial como qualquer substituição pontual, reduzindo o tempo de trabalho no interior da estufa.

O cabo é fabricado na Europa pela Textil Villa de Pego, em Pego (Alicante), com os sistemas de gestão certificados segundo as normas ISO 9001 e ISO 14001 pela Bureau Veritas, o que se traduz em propriedades constantes de rolo para rolo. Para quem produz tomate em estufa no Oeste, é uma forma concreta de deixar de gerir a corrosão do arame e de contar com linhas portantes que se comportam da mesma maneira do princípio ao fim do ciclo.

Foto: Joice Rivas (Pexels) · Pexels License

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