Amendoal superintensivo no Alentejo: espaldeira em cabo de poliéster AGROPET®
O amendoal superintensivo no Alentejo cresceu ao ritmo da água de Alqueva e transformou concelhos como Beja e Ferreira do Alentejo numa das principais regiões de amendoicultura em sebe da Península Ibérica. Nestas plantações de alta densidade, conduzidas em sebe contínua sobre uma espaldeira, o cabo de suporte trabalha o ano inteiro sob sol intenso, ventos secos e ciclos de fertirrigação. O material desse cabo condiciona, mais do que qualquer outro componente, a manutenção que a estrutura vai exigir ao longo das campanhas e, com ela, o custo real da espaldeira.
Porque é que o arame galvanizado sofre no amendoal alentejano
O Alentejo reúne, num só local, quase tudo o que acelera a corrosão do aço. A rega gota a gota distribui água muitas vezes dura e mineralizada; a fertirrigação deposita sais sobre os arames; e os tratamentos fitossanitários à base de cobre e enxofre, frequentes na defesa contra a monilínia e outras pragas do amendoal, são agressivos para a camada de zinco. Em cada verão, ondas de calor acima dos 40 °C alternam com noites frescas, e o orvalho da manhã mantém a humidade sobre o metal durante horas.
Quando o galvanizado começa a oxidar num ponto, a ferrugem alastra ao longo do arame, mancha a madeira jovem e enfraquece a linha de tensão precisamente onde a sebe mais precisa de apoio. Substituir troços a meio do ciclo é trabalhoso, obriga a intervir sobre árvores já formadas e interrompe a colheita mecânica. Numa exploração extensa, esta manutenção repetida pesa nos custos e no calendário de trabalho, num momento em que a mão de obra é escassa. Cada linha que falha durante a colheita mecânica é, além disso, um risco para a própria máquina.
AGROPET®: o cabo de poliéster para o amendoal superintensivo no Alentejo
O AGROPET® é um monofilamento de poliéster PET de alta tenacidade concebido para substituir o arame de aço galvanizado. Não enferruja, é dielétrico (não conduz eletricidade) e é cerca de cinco vezes mais leve do que o aço, com uma densidade de 1,36 g/cm³. Resiste à radiação ultravioleta — determinante sob a forte insolação alentejana — e mantém-se estável entre −40 °C e +90 °C, com um ponto de fusão de 250 °C. Nem o calor sufocante das tardes de agosto nem as manhãs de geada do interior alteram o seu comportamento.
Sob a insolação e as amplitudes térmicas do interior alentejano, esta combinação de propriedades medidas traduz-se em vantagens concretas na sebe:
- Sem corrosão perante a fertirrigação, os sais da água e os tratamentos de cobre e enxofre.
- Leveza que facilita transportar as bobinas e montar linhas compridas em filas de plantação extensas.
- Alongamento na rotura de cerca de 16%, que absorve a força do vento e a vibração da colheita mecânica com máquinas cavalgantes, sem deformação permanente.
- Comportamento dielétrico, que elimina o risco elétrico junto a equipamentos e instalações.
- Disponível nas cores branco e cristal, discretas na sebe.
Tensionamento e montagem da espaldeira em sebe
O sistema trabalha com uma tensão de apenas 1%, aplicada com esticadores ou tensores tipo Gripple®, o que mantém a linha direita sem sobrecarregar os postes de topo. O fio ata-se à mão, sem ferramentas especiais, pelo que remates, emendas e reparações se resolvem no campo com rapidez. Os calibres disponíveis vão do Ø 2,6 mm, com carga de rotura de 300 kgf, ao Ø 5 mm, com 616 kgf, passando pelo Ø 3 mm (365 kgf) e pelo Ø 4 mm (405 kgf) — uma gama que cobre desde as linhas de condução às linhas de carga da espaldeira.
Na escolha do diâmetro, as linhas de topo — que suportam o peso da sebe e o esforço do vento — costumam pedir calibres superiores, enquanto as linhas intermédias de condução da vegetação admitem diâmetros mais finos. Como o poliéster não perde secção por corrosão, a tensão inicial mantém-se estável ao longo das campanhas, sem os reapertos constantes que o arame oxidado acaba por exigir. Pode consultar todos os calibres e aplicações na página do produto AGROPET®.
Durabilidade e baixa manutenção, com um material europeu
Ao eliminar a corrosão, o AGROPET® reduz as intervenções de substituição de arame ao longo da vida da espaldeira e mantém a linha de tensão limpa e estável campanha após campanha. Numa cultura em sebe onde a estrutura acompanha a árvore durante todo o seu ciclo produtivo, essa estabilidade é um fator relevante quando se gerem as centenas de hectares de amendoal que rodeiam Beja e Ferreira do Alentejo.
É fabricado na Europa pela Textil Villa de Pego (Pego, Alicante), com certificação ISO 9001 e ISO 14001 (Bureau Veritas), e é reciclável no final da sua vida útil — um ponto a favor numa fileira cada vez mais atenta à gestão dos materiais. Para o amendoicultor alentejano que procura uma espaldeira sólida e de baixa manutenção, o cabo de poliéster de alta tenacidade é uma alternativa consistente ao arame galvanizado.
Vai aplicá-lo na sua exploração?
