Tutoria de mirtilos e frutos vermelhos na Beira Litoral com AGROPET®
Na faixa costeira da Beira Litoral, entre Aveiro e Coimbra, a tutoria de mirtilos e outros frutos vermelhos trabalha sob humidade elevada, ar salino e pulverizações frequentes. Nesse contexto, o cabo de poliéster AGROPET® impõe-se como alternativa ao arame de aço galvanizado: um material que não enferruja e mantém a tensão dos aramados campanha após campanha.
Porque é que o clima da Beira Litoral castiga o arame galvanizado
A proximidade do Atlântico e da Ria de Aveiro traduz-se em humidade relativa alta durante boa parte do ano, chuva frequente e ar carregado de salsugem. Neste ambiente, o revestimento de zinco do arame galvanizado degrada-se mais depressa e, uma vez comprometido, o aço começa a oxidar. A ferrugem enfraquece o aramado e mancha os frutos e as mãos durante a colheita manual seletiva, precisamente o que uma cultura de mirtilo e frutos vermelhos não pode permitir.
A este quadro soma-se um programa fitossanitário intenso. O combate à Botrytis e a outros fungos, favorecido pela humidade costeira, obriga a pulverizações regulares com produtos à base de cobre e enxofre, agressivos para os metais. Como o mirtilo se planta em solos ácidos e arenosos e permanece na mesma parcela durante muitos anos, a estrutura de suporte tem de aguentar uma exposição prolongada sem perder resistência.
Nas parcelas mais baixas, junto às zonas lagunares, o orvalho e o nevoeiro matinal mantêm o aramado molhado durante horas, e os ciclos de humedecimento e secagem aceleram a corrosão do metal. Trocar arame oxidado a meio de uma plantação de mirtilo, com as plantas já formadas, é uma operação dispendiosa e delicada.
Tutoria de mirtilos na Beira Litoral com o cabo AGROPET®
O AGROPET® é um monofilamento de poliéster PET de alta tenacidade concebido para substituir o arame de aço galvanizado. Não enferruja, é dielétrico (não conduz eletricidade) e mantém-se quimicamente estável perante a humidade e as pulverizações do litoral, pelo que não corrói nem deixa marcas de óxido nos frutos. É resistente à radiação UV, estável entre −40 °C e +90 °C e tem um ponto de fusão de 250 °C, o que o torna adequado para a exposição contínua ao sol e às amplitudes térmicas da faixa litoral.
Com uma densidade de 1,36 g/cm³, é cerca de 5 vezes mais leve do que o aço. O alongamento na rotura ronda os 16 % e o cabo trabalha tensionado a 1 %, uma elasticidade controlada que absorve as rajadas da nortada e as sobrecargas pontuais sem deformação permanente. Pode escolher o calibre em função do comprimento da linha e do peso da vegetação:
- Ø 2,6 mm — 300 kgf de carga de rotura
- Ø 3 mm — 365 kgf
- Ø 4 mm — 405 kgf
- Ø 5 mm — 616 kgf
Pode conhecer as características completas do cabo de poliéster AGROPET® antes de definir o calibre para cada linha da plantação.
Montagem e manutenção nas sebes e túneis de frutos vermelhos
A tensão faz-se com esticadores ou com tensores Gripple® até atingir o 1 % de trabalho, e o cabo ata-se à mão, sem ferramentas especiais, o que simplifica as reparações no campo depois de um temporal. Por ser muito mais leve do que o aço, reduz o esforço e a fadiga ao montar e a tensionar as linhas compridas das sebes de mirtilo. Está disponível nas cores branco e cristal: o cristal passa despercebido sob o plástico dos túneis e o branco oferece visibilidade no exterior.
Nos macrotúneis, muito usados para framboesa e amora nesta faixa do litoral, a temperatura sobe nas horas de maior calor e a humidade condensa na estrutura; a estabilidade do poliéster entre −40 °C e +90 °C e o seu ponto de fusão de 250 °C acompanham essas oscilações sem perder desempenho. Por não conduzir eletricidade, convive ainda sem risco com bombas e equipamentos de fertirrigação próximos das linhas.
Entre as vantagens práticas para a tutoria de frutos vermelhos nesta região destacam-se:
- Não enferruja nem mancha os frutos, mesmo em ar salino e com humidade permanente.
- Dielétrico, o que evita problemas galvânicos e acrescenta segurança junto a infraestruturas elétricas.
- Estável aos raios UV e às pulverizações de cobre e enxofre.
- Leve e fácil de atar, o que agiliza a instalação e a substituição de troços.
- Mantém a tensão, conservando os ramos organizados e a sebe arejada para a colheita manual.
Um material feito para durar no ambiente costeiro
Porque não enferruja, resiste aos UV e conserva a tensão, o cabo AGROPET® ajuda a reduzir substituições ao longo da vida útil do aramado num clima tão exigente como o da Beira Litoral. No fim da sua vida útil, é reciclável, o que se enquadra numa gestão mais responsável dos materiais da exploração.
O AGROPET® é fabricado na Europa pela Textil Villa de Pego, em Pego (Alicante), com certificação ISO 9001 e ISO 14001 auditada pela Bureau Veritas. Para os produtores de mirtilo e frutos vermelhos entre Aveiro e Coimbra, é uma alternativa ao arame galvanizado que reúne resistência à corrosão, leveza e estabilidade num só material.
Foto: Rino Adamo (Pexels) · Pexels License
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